Uma grande amiga me chamou pra ir numa festa que os amigos dos amigos fazem todo ano, e como eu tinha ido na festa do ano passado, me animei a ir de novo. Chamamos a C. (que é diversão garantida), e lá fomos nós no salto alto e na cara dura.
Chegando lá, a festa que por fora parecia estar vazia, por dentro estava cheia... cheia de gente que eu nunca vi, aquele pessoal que faz estilinho "cool" e largadinho sabe? Eu acho super válido você se vestir e ser da maneira que você quiser, mas hoje em dia é tudo muito forçado, uma maniiiia de ser igual as pessoas só para se encaixar e ser aceito...
Pois então, no meio daquele monte de gente fazendo estilo largadão carioca, eu e as meninas chegamos arrumadas, maquiadas, salto alto e tudo mais que se tem direito. E é claaaaaro que de cara eu percebi muita gente olhar de lado, principalmente as mulheres.
Mas enfim, tudo é festa e alegria, vamos sorrir e cantar. Começamos a dançar, beber e em poucos minutos já estávamos rindo a beça, se divertindo e tudo mais. Tinha umas figuras memoráveis, com umas danças dignas da Dança da Ema (vide post anterior). Depois de algum tempo, vimos um grupo de gringos chegando cada vez mais perto. Ai meu Deus... já contei que todo gringo quer fazer amizade comigo? Pois é, um saco.
Fiz a egípcia e continuei dançando, mas a C. resolveu dar papo. Papo vai, papo vem, o cara levanta a camisa pra mostrar tatuagem (me ajuda néé), e os amiguinhos ficavam rodeando e eu saia cada vez mais... até que fui atrás da F. que estava lá fora. Gente, eu não sou antipática, mas quem mora no Rio sabe o que que gringo quer com brasileira. Eles acham que tudo é festa, que é só pagar umas bebidas que a gente tá aqui pra dar pra eles mesmo. Claaaro que tudo tem sua exceção, mas como em uma festa é quase impossível conhecer direito qualquer pessoa, eu evito papo com gringo.
Depois de algum tempo, surge a C. com a gringaiada lá fora. Eis que esse mesmo que tava atrás dela vira pra mim e diz que me conhece. Como assssssim???? Não querido, você está enganado, a gente não se conhece.
Ele continuou afimando, que me conhecia de algum lugar e que não lembrava de onde... ai ofereceu caipirinha, os amiguinhos foram chegando perto e quando eu vi, já tava na turminha deles. Só pensava em matar a C., mais nada.
Eis que do nada, ele vira pra mim e diz:
- Já sei! Te conheço do Lord Jim!!!
- (Cara de espantoooo) Como assim???? O Lord Jim já fechou faz algum tempo!!
Ai o cara foi contar que mora aqui já faz algum tempo também, que me via sempre no Lord Jim e tudo mais. Gente, tá certo que eu batia carteirinha toda quinta lá, e que nunca passei despercebida porque conhecia todo mundo, mas daí o cara lembrar da minha fuça??
P.S.: No meio da conversa, me ocorreu que eu me enrolo toda pra falar "Probably". Sério, eu odeio essa palavra, não sei nem porque fui tentar usar, pq me enrolei e ninguém entendeu nada.
Voltando ao assunto, tudo muuuuito surreal sabe? Gringo, que mora no Rio, que me via no Lord Jim, e ainda por cima falava só inglês. SÓ INGLÊS. Como se todos aqui fóssemos obrigados a saber falar inglês sendo que ele mora aqui e deveria falar português. O cara ficou de grudinho da gente a metade da noite e tivemos que dar uma sumidinha pra ver se ele se mancava.
O DJ era meio bipolar e não conseguia ter uma sequência lógica de estilos musicais, o que brochou metade do povo que estava dançando. No final da noite, sobramos nós bêbadas e felizes voltando pra casa.
Resumo da noite: Muita cerveja, uma caipirinha, amizade com gringo, DJ bipolar e bêbado tentando pegar mulher no final de festa. Destaque para as amigas, que salvaram a noite.
Moral da história: Preciso sair para outros lugares urgente.
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segunda-feira, 7 de julho de 2008
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Como pagar mico na Disney
Dando continuidade ao post anterior, eu lembrei de uma história ridícula minha.
No auge dos meus 15 aninhos (OOOO epoca boa), fui com uma turma de amigas (mais a minha mãe que foi de irresponsável do grupo) pra Disney, todo mundo de Muriaé e uns gatos pingados do RJ e SP. Foi sensacioal, nos divertimos a beça e como sempre protagonizei os momentos mais idiotas da viagem (que eu ainda vou contar alguns aqui).
No dia que chegamos, iria dividir o quarto com mais 3 pessoas, mas tinha umas 15 lá fazendo bagunça e falando besteira. Até que eu descubro que a cama estava meio quebrada, ou desencaixada... sei lá. Com meu inglês CCAA da época, chamei o quebra-galho do hotel para consertar a cama, enquanto a gente estava comendo pizza e conversando.
O cara chegou, ficou olhando meio de lado pro bando de mulher falando ao mesmo tempo ali no quarto, consertou tudo direitinho, veio na minha direção e estendeu a mão.
Eu fiquei pensando, que cara simpático! Mal me conhece e já me cumprimenta, bem diferente do que me diziam dos americanos... e num impulso inocente apertei a mão dele e agradeci, levando o quebra-galho até a porta. Assim que a porta fechou, foi uma risaiada, todo mundo passando mal de rir da minha cara... e eu sem entender na-da... o que que eu fiz dessa vez?
Até que resolveram me explicar:
- Priscila, minha filha. Larga de ser sonsa, o cara estendeu a mão pra receber sua gorjeta... ou você acha que ele iria consertar sua cama de graça?
Bom, se ele ia consertar eu não sei.... mas ele consertou e eu não paguei nada. Ponto pra mim. =)
No auge dos meus 15 aninhos (OOOO epoca boa), fui com uma turma de amigas (mais a minha mãe que foi de irresponsável do grupo) pra Disney, todo mundo de Muriaé e uns gatos pingados do RJ e SP. Foi sensacioal, nos divertimos a beça e como sempre protagonizei os momentos mais idiotas da viagem (que eu ainda vou contar alguns aqui).
No dia que chegamos, iria dividir o quarto com mais 3 pessoas, mas tinha umas 15 lá fazendo bagunça e falando besteira. Até que eu descubro que a cama estava meio quebrada, ou desencaixada... sei lá. Com meu inglês CCAA da época, chamei o quebra-galho do hotel para consertar a cama, enquanto a gente estava comendo pizza e conversando.
O cara chegou, ficou olhando meio de lado pro bando de mulher falando ao mesmo tempo ali no quarto, consertou tudo direitinho, veio na minha direção e estendeu a mão.
Eu fiquei pensando, que cara simpático! Mal me conhece e já me cumprimenta, bem diferente do que me diziam dos americanos... e num impulso inocente apertei a mão dele e agradeci, levando o quebra-galho até a porta. Assim que a porta fechou, foi uma risaiada, todo mundo passando mal de rir da minha cara... e eu sem entender na-da... o que que eu fiz dessa vez?
Até que resolveram me explicar:
- Priscila, minha filha. Larga de ser sonsa, o cara estendeu a mão pra receber sua gorjeta... ou você acha que ele iria consertar sua cama de graça?
Bom, se ele ia consertar eu não sei.... mas ele consertou e eu não paguei nada. Ponto pra mim. =)
segunda-feira, 31 de março de 2008
A sonseira em pessoa
Semana passada sai do trabalho calmamente e fui andando pela rua pensando na vida... Minha priminhaaa, que seeempre brincava comigo quando éramos pequenas, que aprontávamos altas confusões quando nos encontrávamos vai se casar... Minha amiga de infância, que dançava comigo, que cresceu comigo, que me acompanhou numa série de coisas na minha vida também vai casar... e daí comecei a pensar no que é realmente importante nisso tudo... que roupa eu vou usar???
**Tenho uns vestidos liiindos de festa, mas a minha amiga conhece todos... posso adaptar um vestido meu também, um longo que há muito tempo que encurtar, fazer uma saia curta e rodada (adooooro essa vibe Project Runway). Talvez se for olhar uns tecidos e mandar fazer pelo menos pro casamento da minha amiga, já que eu sou a madrinha né... **
Continuei andando na rua, entrei no metrô pra ir pra casa.... continuei pensando....
**Tenho que dar um jeito de garantir que meu namorado vai ficar liiiiiiindo de morrer também... Logo eu que sempre fui a solteira da galera, quero matar todo mundo de inveja. Talvez eu compre um scarpin novo (mais um) pra completar o visual do vestido com a saia rodada curtinha... acho que vai ficar chiquérrimo, praticamente Audrey Hepburn, só que sem a visita diária à Tiffany's e uma saia curta...**
Daí sai todo mundo do metrô... como assim? O que que está acontecendo? Ai Meodeeeeooosss, o metrô deve estar pegando fogo... daí resolvi olhar a estação:
ESTACIO/RIO CIDADE NOVA - TRANSFERÊNCIA PARA A LINHA 2
Não satisfeita em pegar o metrô PRO LADO ERRADO, eu fui até o final da linha.
A sonseira em pessoa.
**Tenho uns vestidos liiindos de festa, mas a minha amiga conhece todos... posso adaptar um vestido meu também, um longo que há muito tempo que encurtar, fazer uma saia curta e rodada (adooooro essa vibe Project Runway). Talvez se for olhar uns tecidos e mandar fazer pelo menos pro casamento da minha amiga, já que eu sou a madrinha né... **
Continuei andando na rua, entrei no metrô pra ir pra casa.... continuei pensando....
**Tenho que dar um jeito de garantir que meu namorado vai ficar liiiiiiindo de morrer também... Logo eu que sempre fui a solteira da galera, quero matar todo mundo de inveja. Talvez eu compre um scarpin novo (mais um) pra completar o visual do vestido com a saia rodada curtinha... acho que vai ficar chiquérrimo, praticamente Audrey Hepburn, só que sem a visita diária à Tiffany's e uma saia curta...**
Daí sai todo mundo do metrô... como assim? O que que está acontecendo? Ai Meodeeeeooosss, o metrô deve estar pegando fogo... daí resolvi olhar a estação:
ESTACIO/RIO CIDADE NOVA - TRANSFERÊNCIA PARA A LINHA 2
Não satisfeita em pegar o metrô PRO LADO ERRADO, eu fui até o final da linha.
A sonseira em pessoa.
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
Só comigo..... é só comigo...
Quando eu falo que tem certas coisas que acontecem só comigo, é porque já é rotina... Eu e uns amigos fomos ao show do Colin Hay (Men at work) na Apoteose. Fui toda feliz da vida, de área vip do porcão no esquema tudoliberadopraentraremcoma. Estava eu bebendo todas com meu mega salto esperando o show começar, quando uma amiga me liga. Fui descer a escada da área vip em direção a algum lugar menos barulhento, a fim de conseguir escutar o que ela dizia. O que eu não havia prestado atenção era que a escada era desnivelada, meio torta... adivinha pra quem que foi o troféu abacaxi da noite????
Ao descer da escada correndo e com os saltos, tropecei não sei aonde, prendi o pé um um dos degraus desnivelados e cai de cara no chão... aliás, de joelhos... trocentos seguranças vieram me acudir enquanto eu começava meu acesso de riso com os joelhos sangrando. Conclusão: Priscilinha no posto médico cuidando dos joelhinhos antes ainda do show começar e da bebedeira bater.... escutei o show começando e fui pra frente do palco, guerreira e mancando (e enchendo a cara pra não sentir a dor).
P.S.: Bom, se algum de vocês forem pro show do The Police e avistarem uma figura pulando meio manca no gramado, podem vir me cumprimentar que eu até mostro o machucado... tá formando casquinha já!! =)
P.S.2: E Rezem para que meu joelho sare, porque minha formatura é fim de semana que vem, e meu vestido tipo "oscar" já está pronto.
Ao descer da escada correndo e com os saltos, tropecei não sei aonde, prendi o pé um um dos degraus desnivelados e cai de cara no chão... aliás, de joelhos... trocentos seguranças vieram me acudir enquanto eu começava meu acesso de riso com os joelhos sangrando. Conclusão: Priscilinha no posto médico cuidando dos joelhinhos antes ainda do show começar e da bebedeira bater.... escutei o show começando e fui pra frente do palco, guerreira e mancando (e enchendo a cara pra não sentir a dor).
P.S.: Bom, se algum de vocês forem pro show do The Police e avistarem uma figura pulando meio manca no gramado, podem vir me cumprimentar que eu até mostro o machucado... tá formando casquinha já!! =)
P.S.2: E Rezem para que meu joelho sare, porque minha formatura é fim de semana que vem, e meu vestido tipo "oscar" já está pronto.
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
Ah, se o carro falasse...
Olá amigos do meu blog... me desculpem pelo desaparecimento, mas eu estava trabalhando que nem uma corna... Aliás, a história de hoje é justamente sobre a semana passada...
A empresa em que eu trabalho estava com um stand em uma feira de construção civil, e como pessoas da área de marketing só se ferram, lá estava eu a semana inteira.
A feira foi super cansativa, várias apresentações bizarras nos outros stands (homem-lâmpada, dança do ventre, tchutchuca de vestidinho, marias-breteiras de calça transparente, mulher de biquini dançando embaixo de chuveiros, etc etc etc) e um público bem diferente do que geralmente é o nosso foco. Enfim, muito trabalho...
Eu já estava imaginando como eu iria voltar pra casa depois de fechar o stand às 22h lá da putaquepariu, quando meu chefe me conta que havia arrumado uma carona pra mim. Ele me apresentou à F., gente bonííííssima, que também estava trabalhando na feira e que morava perto da minha casa. Perfeito, já tinha carona pra voltar pra casa todos os dias (porque meu projeto "tirar carteira e comprar meu carro" só acontece ano que vem - depois conto essa novela).
Acabando a feira, encontrei a F. e fomos embora... no caminho, ela mencionou que tinha acabado de pegar o carro na oficina porque ele estava dando vários problemas... começamos a conversar, viramos amigas de infância em 5 minutos... no meio da Avenida das Américas com o trânsito bombando, o carro começa a engasgar... eu tive meu acesso de riso (como sempre) enquanto o carro andava cada vez mais lentamente, até que ele parou... Saímos do carro, começamos a fazer sinal para as pessoas passarem e uma alma boa parou o carro para nos ajudar.
- Vamos empurrar o carro pra ver se ele pega!!!
F. era a loira no volante, um desconhecido e eu com meus lindos saltos empurrando o carro... cena grotesca, digna de filme. Até que o carro pegou... ÊÊÊÊÊ... sai correndo Priscila, entra no carro em movimento, não quebre os saltos... ÊÊÊÊ... conseguiiiiiii, agora a gente chega em casa!!!! Até que, menos de um quilômetro depois, o carro começa a engasgar, e vai parando... parando... parou.
Vem nosso amado desconhecido novamente, vai a Priscila com os saltos, a F. ao volante falando no telefone com o mecânico... empurraaaaaaaaaa.... tá pesaaaaado.... cuidado pra não cair... ÊÊÊÊÊ, o carro pegou de novo... sai correndo Priscila, já tem experiência para entrar no carro em movimento, não quebre os saltos...
Comemoração... dessa vez vaiii.... até que o carro engasga, anda vagarosamente e pára. Avistei um posto do outro lado da pista e o nosso amigo desconhecido já parou o carro rindo. Ok, vamos empurrando o carro até o posto, mas temos que parar as duas pistas da avenida para atravessar o carro. Parei uma van, duas vans... vamos mobilizar a galera... atravessa uma pista, para mais duas vans e atravessa a outra... ÊÊÊÊ.... chegamos no posto.
F. tenta pegar instruções com o mecânico pelo telefone, pois ele não tinha como ir até lá naquela noite. Eu já estava fudida mesmo, comprei uma cerveja.
Depois de 2 cervejas e muitas risadas, a F. reconhece alguém no posto e diz que também mora perto da gente... ÊÊÊÊ, temos carona... vamos largar o carro, é só fechar os vidros.... peraí, os vidros não fecham.
Santamariadasmoçasdesesperadas, por que a p&*@# do vidro não fecha? Vamos empurrar o carro, ai ele liga e a gente fecha os vidros... não deu certo. Liga pro mecânico... também não deu certo. Paga pro cara do posto vigiar o carro, tira tudo de dentro dele e foda-se. Ninguém vai conseguir andar com o carro mesmo.
Voltamos já fazendo festa com a história com nosso mais novo amiguinho que nos deu carona, o Sem-Noção. SN resolveu que, depois de todo um dia de trabalho e todo o perrengue que nós duas passamos, ele deveria tirar onda e dar em cima da F., que por sua vez, mencionava o namorado de 5 em 5 minutos. Eu, como sempre, só conseguia rir. Rir com a situação, rir com a cara dela tentando fugir das indiretas e com a cerveja (já tinha tomado muitas latas durante todo esse processo).
No outro dia, lá vamos nós de novo para a feira. O mecânico foi como combinado e descobriu que o problema do carro era rato. Sim minha gente, alguns ratinhos entraram no motor e roeram alguns fios vitais para o funcionamento do carro. Carro consertado e entregue, mais um dia de carona garantido.
A noite tinha um coquetel com os expositores, e como a F. iria fotografar, resolvi ficar esperando. Um drink, dois drinks, três drinks... a cerveja tá saindo mais rápido... uma cerveja, duas cervejas, outro drink. Ebaaa, um monte de novos amigos!! Olha que tuuuudo, tem bateria da escola de samba tocando... olha as mulatas!!! Eu posso ser uma mulata-passista-de-escola-de-samba!
Meu espírito de porco apareceu pra dar um oi, junto com o da R. (outra nova amiguinha) e entramos no meio das passistas e mestre-sala. Uhuuul!!! A gente arrasa!
Já tínhamos pagado mico demais em uma noite só, resolvemos ir embora. Chegando no estacionamento, a F. diz:
- Pqp... cadê a chave do carro?????
Sai as duas loucas correndo atrás do carro da R. pra pedir carona... pqp, meu salto não tem mais sossego! No caminho, eu tentava em vão falar com o segurança do meu stand para mobilizar a procura da chave nos pavilhões.
No final das contas, acharam a chave do carro caída em algum lugar da feira e fomos amplamente zuadas por todos que ficavam sabendo da história. Eu sei gente, é o tipo de coisa que só acontece comigo.
P.S.: Completando o post anterior, fui ao casamento de uma grande amiga nesse fim de semana. Logo que cheguei, ela já mostrou que havia colocado o nome de todas as amigas na barra da saia pra ver se a galera larga essa vida e toma jeito. Adivinha qual foi o primeiro nome que caiu?
A empresa em que eu trabalho estava com um stand em uma feira de construção civil, e como pessoas da área de marketing só se ferram, lá estava eu a semana inteira.
A feira foi super cansativa, várias apresentações bizarras nos outros stands (homem-lâmpada, dança do ventre, tchutchuca de vestidinho, marias-breteiras de calça transparente, mulher de biquini dançando embaixo de chuveiros, etc etc etc) e um público bem diferente do que geralmente é o nosso foco. Enfim, muito trabalho...
Eu já estava imaginando como eu iria voltar pra casa depois de fechar o stand às 22h lá da putaquepariu, quando meu chefe me conta que havia arrumado uma carona pra mim. Ele me apresentou à F., gente bonííííssima, que também estava trabalhando na feira e que morava perto da minha casa. Perfeito, já tinha carona pra voltar pra casa todos os dias (porque meu projeto "tirar carteira e comprar meu carro" só acontece ano que vem - depois conto essa novela).
Acabando a feira, encontrei a F. e fomos embora... no caminho, ela mencionou que tinha acabado de pegar o carro na oficina porque ele estava dando vários problemas... começamos a conversar, viramos amigas de infância em 5 minutos... no meio da Avenida das Américas com o trânsito bombando, o carro começa a engasgar... eu tive meu acesso de riso (como sempre) enquanto o carro andava cada vez mais lentamente, até que ele parou... Saímos do carro, começamos a fazer sinal para as pessoas passarem e uma alma boa parou o carro para nos ajudar.
- Vamos empurrar o carro pra ver se ele pega!!!
F. era a loira no volante, um desconhecido e eu com meus lindos saltos empurrando o carro... cena grotesca, digna de filme. Até que o carro pegou... ÊÊÊÊÊ... sai correndo Priscila, entra no carro em movimento, não quebre os saltos... ÊÊÊÊ... conseguiiiiiii, agora a gente chega em casa!!!! Até que, menos de um quilômetro depois, o carro começa a engasgar, e vai parando... parando... parou.
Vem nosso amado desconhecido novamente, vai a Priscila com os saltos, a F. ao volante falando no telefone com o mecânico... empurraaaaaaaaaa.... tá pesaaaaado.... cuidado pra não cair... ÊÊÊÊÊ, o carro pegou de novo... sai correndo Priscila, já tem experiência para entrar no carro em movimento, não quebre os saltos...
Comemoração... dessa vez vaiii.... até que o carro engasga, anda vagarosamente e pára. Avistei um posto do outro lado da pista e o nosso amigo desconhecido já parou o carro rindo. Ok, vamos empurrando o carro até o posto, mas temos que parar as duas pistas da avenida para atravessar o carro. Parei uma van, duas vans... vamos mobilizar a galera... atravessa uma pista, para mais duas vans e atravessa a outra... ÊÊÊÊ.... chegamos no posto.
F. tenta pegar instruções com o mecânico pelo telefone, pois ele não tinha como ir até lá naquela noite. Eu já estava fudida mesmo, comprei uma cerveja.
Depois de 2 cervejas e muitas risadas, a F. reconhece alguém no posto e diz que também mora perto da gente... ÊÊÊÊ, temos carona... vamos largar o carro, é só fechar os vidros.... peraí, os vidros não fecham.
Santamariadasmoçasdesesperadas, por que a p&*@# do vidro não fecha? Vamos empurrar o carro, ai ele liga e a gente fecha os vidros... não deu certo. Liga pro mecânico... também não deu certo. Paga pro cara do posto vigiar o carro, tira tudo de dentro dele e foda-se. Ninguém vai conseguir andar com o carro mesmo.
Voltamos já fazendo festa com a história com nosso mais novo amiguinho que nos deu carona, o Sem-Noção. SN resolveu que, depois de todo um dia de trabalho e todo o perrengue que nós duas passamos, ele deveria tirar onda e dar em cima da F., que por sua vez, mencionava o namorado de 5 em 5 minutos. Eu, como sempre, só conseguia rir. Rir com a situação, rir com a cara dela tentando fugir das indiretas e com a cerveja (já tinha tomado muitas latas durante todo esse processo).
No outro dia, lá vamos nós de novo para a feira. O mecânico foi como combinado e descobriu que o problema do carro era rato. Sim minha gente, alguns ratinhos entraram no motor e roeram alguns fios vitais para o funcionamento do carro. Carro consertado e entregue, mais um dia de carona garantido.
A noite tinha um coquetel com os expositores, e como a F. iria fotografar, resolvi ficar esperando. Um drink, dois drinks, três drinks... a cerveja tá saindo mais rápido... uma cerveja, duas cervejas, outro drink. Ebaaa, um monte de novos amigos!! Olha que tuuuudo, tem bateria da escola de samba tocando... olha as mulatas!!! Eu posso ser uma mulata-passista-de-escola-de-samba!
Meu espírito de porco apareceu pra dar um oi, junto com o da R. (outra nova amiguinha) e entramos no meio das passistas e mestre-sala. Uhuuul!!! A gente arrasa!
Já tínhamos pagado mico demais em uma noite só, resolvemos ir embora. Chegando no estacionamento, a F. diz:
- Pqp... cadê a chave do carro?????
Sai as duas loucas correndo atrás do carro da R. pra pedir carona... pqp, meu salto não tem mais sossego! No caminho, eu tentava em vão falar com o segurança do meu stand para mobilizar a procura da chave nos pavilhões.
No final das contas, acharam a chave do carro caída em algum lugar da feira e fomos amplamente zuadas por todos que ficavam sabendo da história. Eu sei gente, é o tipo de coisa que só acontece comigo.
P.S.: Completando o post anterior, fui ao casamento de uma grande amiga nesse fim de semana. Logo que cheguei, ela já mostrou que havia colocado o nome de todas as amigas na barra da saia pra ver se a galera larga essa vida e toma jeito. Adivinha qual foi o primeiro nome que caiu?
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Confissões de adolescente
Outro dia estava contando ao meu chefe minhas histórias de adolescente. Fui aquela típica adolescente de filme, chata e cheia de clichês.
Muito paparicada, fui crescendo e tomando corpo. Virei "mocinha" antes que todo mundo, mas depois todas as minhas amigas me passaram no quesito "altura" e "corpão". Fazia dança e achava lindo passar o dia andando na rua com roupa de bailarina e um blusão por cima. Tinha meu grupinho de amigas, amadas por uns e odiadas por outros. Me apaixonei diversas vezes, achei que ia morrer de decepção outras milhares... Tive a minha época revoltada com o mundo porque nada dava certo pra mim... Sempre fui do tipo "Drama queen" (confesso, ainda sou um pouco), e é justamente por isso que a minha adolescência me rende tantas risadas.
Eu devia ter uns 13 ou 14 anos... provavelmente nem tinha beijado na boca ainda... Era apaixonada por um garoto que não percebia meus olhinhos brilhantes e achava que eu tratava ele tão mal porque não gostava dele. Minhas amigas sabiam, mas também sabiam que iam ficar sem língua se abrissem a boca sobre esse assunto... resumindo, ele não tinha como perceber e ninguém nunca ia contar.
Certo dia, estava eu e a C. (minha querida amiga de infância) voltando da Educação Física (Blerghhh) todas suadas e horrorosas. Entramos numa galeria pra cortar caminho e lá estava ele dentro de uma loja. Quando eu vi, me recusei a passar em frente. Estava horrível, ele não podia me ver daquele jeito!!! Eis que a minha querida C. teve a brilhante idéia de ir na frente e me avisar quando ele se virasse de costas para que eu pudesse passar. Como planejado, ela foi e me chamou... eu, desastrada como sempre, sai correndo e tropecei no meu cadarço exatamente em frente à loja... cai de cara no chão, tipo uma jaca madura.
Que desespero... a C. desapareceu, e quando ele ouviu aquele estrondo, veio correndo me ajudar... eu não conseguia olhar pra cima de tanta vergonha, com os joelhos ralados, completamente descabelada... levantei, agradeci olhando pra baixo e fui atrás da FDP da C. Quando a encontro sentada em um canto, passando mal de tanto rir e com as calças molhadas... Sim minha gente, ela teve um acesso descontrolado de riso e sua bexiga não aguentou tanta pressão... Não sabia se eu ria da minha cara vermelha e meu joelho sangrando, ou se ria do short molhado dela com o moleton amarrado por cima...
Pra quem acha que meu jeito desastrado é coisa recente, fiquem tranquilos... Eu devo ter levado algum tombo de cabeça no berçário. Como diz meus parentes do interior de Minas, quem nasce torto, morre torto.
Muito paparicada, fui crescendo e tomando corpo. Virei "mocinha" antes que todo mundo, mas depois todas as minhas amigas me passaram no quesito "altura" e "corpão". Fazia dança e achava lindo passar o dia andando na rua com roupa de bailarina e um blusão por cima. Tinha meu grupinho de amigas, amadas por uns e odiadas por outros. Me apaixonei diversas vezes, achei que ia morrer de decepção outras milhares... Tive a minha época revoltada com o mundo porque nada dava certo pra mim... Sempre fui do tipo "Drama queen" (confesso, ainda sou um pouco), e é justamente por isso que a minha adolescência me rende tantas risadas.
Eu devia ter uns 13 ou 14 anos... provavelmente nem tinha beijado na boca ainda... Era apaixonada por um garoto que não percebia meus olhinhos brilhantes e achava que eu tratava ele tão mal porque não gostava dele. Minhas amigas sabiam, mas também sabiam que iam ficar sem língua se abrissem a boca sobre esse assunto... resumindo, ele não tinha como perceber e ninguém nunca ia contar.
Certo dia, estava eu e a C. (minha querida amiga de infância) voltando da Educação Física (Blerghhh) todas suadas e horrorosas. Entramos numa galeria pra cortar caminho e lá estava ele dentro de uma loja. Quando eu vi, me recusei a passar em frente. Estava horrível, ele não podia me ver daquele jeito!!! Eis que a minha querida C. teve a brilhante idéia de ir na frente e me avisar quando ele se virasse de costas para que eu pudesse passar. Como planejado, ela foi e me chamou... eu, desastrada como sempre, sai correndo e tropecei no meu cadarço exatamente em frente à loja... cai de cara no chão, tipo uma jaca madura.
Que desespero... a C. desapareceu, e quando ele ouviu aquele estrondo, veio correndo me ajudar... eu não conseguia olhar pra cima de tanta vergonha, com os joelhos ralados, completamente descabelada... levantei, agradeci olhando pra baixo e fui atrás da FDP da C. Quando a encontro sentada em um canto, passando mal de tanto rir e com as calças molhadas... Sim minha gente, ela teve um acesso descontrolado de riso e sua bexiga não aguentou tanta pressão... Não sabia se eu ria da minha cara vermelha e meu joelho sangrando, ou se ria do short molhado dela com o moleton amarrado por cima...
Pra quem acha que meu jeito desastrado é coisa recente, fiquem tranquilos... Eu devo ter levado algum tombo de cabeça no berçário. Como diz meus parentes do interior de Minas, quem nasce torto, morre torto.
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