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domingo, 2 de novembro de 2008

Eu amo o Rio de Janeiro

Depois de muitos dias quietinha e só querendo pensar na vida, renasci das cinzas e essa semana voltei com tudo. Com o dia lindo que amanheceu ontem, resolvi ir a praia. Tirar essa cor de "burro quando foge" que me persegue faz tempo, descarregar as energias e relaxar.
Chegamos na praia e já começou o inferno: Onde vamos estacionar?
Rodamos, rodamos e rodamos durante muito tempo, até que achamos uma vaguinha na ruazinha de trás. Ao estacionar, uma louca dona de um Hortifruti em frente começa a gritar:
- Cobra anteeeeees, essas ai tem cara de que vão sair sem pagar!! E pára na frente da minha loja ainda, COBRA ANTEEEEEESSSS!!!

Oi? Eu tenho cara de quem vou sair sem pagar?
Como eu sou uma pessoa da paz e não mexo com maluco, pagamos antes e fomos à praia.
Tudo muito bom, tudo muito bem... uma cerveja, duas, três, quatro e lá vai a matemática. No final do dia, eu já estava feliz e saltitante, rindo a beça das figuras mais creiças que habitam a praia do Rio de Janeiro. No momento de pedir a conta, o engraçadinho da barraca começa:
- Então, deu 50 reais.
- Nunca meu filho... vamos fazer as contas aí!
- Tá, eu estava brincando... deu R$27,00, com mais R$3,00 que você vai me dar de gorjeta, deu R$30,00.
- Jura que vou te dar? Quem te contou isso? Toma os R$27,00 aqui.
- TCHAU... ATÉ 2050!

Será que ele era abusado? IMAGINA!
E pra completar, na hora de pegar o carro, tinha um bêbado dormindo em cima do carro.
Repetindo... TINHA UM BÊBADO DEITADO EM CIMA DO CARRO, DORMINDO. E depois a gente que ia sair sem pagar... vigiar o carro que é bom, nada!

No final das contas tudo vira festa... voltamos rindo a beça das situações do dia, escutando Titãs no carro e sentindo o vento da praia bater no rosto. Não tem lugar mais gostoso que esse Rio de Janeiro não, gente. Não tem mesmo!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A saga da carteira de habilitação

Sabe aquela vontade adolescente de fazer os 18 anos logo pra poder tirar carteira e dirigir um carro? É aquele impulso de se tornar adulto, de poder ir aonde quiser e fazer o que quiser. Então... eu não tive essa vontade. Mas como todo mundo tava ansiosíssimo pra tirar carteira, me inscrevi na auto escola também.
Meu pai já tinha me ensinado a dirigir em algumas ocasiões, e ele sempre ficou muito impressionado de como eu tinha facilidade. Daí, ele rapidinho se empolgou em me ver dirigindo e deu o maior apoio pra que eu fizesse tudo logo.
Euzinha, eterna amante dos taxis, comecei a frequentar a aulas. As primeiras consegui prestar atenção e fiz anotações por todo o livro, e realmente estava orgulhosa de mim e da minha habilidade com essas coisas de legislação de trânsito e tudo mais. O tempo foi se passando, e as aulas não acabavam... que saco cara! Quando chegou na hora das aulas de mecânica, eu dormia encostada na parede enquanto eles insistiam em passar aqueles videozinhos horrendos. Aliás, O Detran não tem nenhum publicitário encarregado em fazer vídeos não? Porque dá medo, misturado a dó e a vergonha alheia.
Conclusão disso tudo, comecei um estágio, comecei a faltar as aulas... fui faltando, faltando, parando de ir... e pluft! Não fui mais.
Meu pai quase me arrancou os cabelos, e eu fui enrolando e falando a cada semestre que no próóóóximo mês eu voltava pra auto escola. Passaram-se mais ou menos 4 anos, e aqui estou eu. Voltando à auto escola, pela necessidade de comprar um carro.
Hoje, por exemplo, fiquei presa umas 3 horas fazendo exame de vista, psicotécnico e o caralho. E PRA QUEM ME ZUAVA FALANDO QUE EU NUUUUUNCA IA PASSAR NO PSICOTÉCNICO, AHÁÁÁÁ....... PASSEI! Não foi dessa vez que arrumei o atestado de maluca! Limito-me a dizer que no teste de inteligência, passei com louvor.
Daí, decidi começar hoje mesmo as aulas... é aquela coisa de remédio ruim que tem que tomar rápido pra não sentir o gosto, sabe? Mas já vi que vai ser complicado eu me concentrar.
Até que a turma é composta por pessoas mais velhas e tal, mas o professor é uma piada. Tipo, ele não sabe que ele é uma piada... provavelmente pouca gente percebeu. Mas eu tenho que me controlar pra não rir. O cara fala "NÉ" a cada frase como se fosse vírgula, e ilustra as situações com os comentários mais bizarros e dá uns pulos e uns gritinhos terríveis. E pra completar, ele fala "ARRENTE" em vez de "a gente"... ele também fala "TARRA" em vez de "estava".
Gente, o cara parece que tem instrução sabe? Inteligente, fala bem, sabe ensinar direitinho tudo do livrinho. Mas por queeeeeeeeee Meodeos, por queeeeee que ele fala "ARRENTE"????
Só pode ser uma conspiração do universo pra eu não assistir aula. Só pode!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ah, se o carro falasse...

Olá amigos do meu blog... me desculpem pelo desaparecimento, mas eu estava trabalhando que nem uma corna... Aliás, a história de hoje é justamente sobre a semana passada...
A empresa em que eu trabalho estava com um stand em uma feira de construção civil, e como pessoas da área de marketing só se ferram, lá estava eu a semana inteira.
A feira foi super cansativa, várias apresentações bizarras nos outros stands (homem-lâmpada, dança do ventre, tchutchuca de vestidinho, marias-breteiras de calça transparente, mulher de biquini dançando embaixo de chuveiros, etc etc etc) e um público bem diferente do que geralmente é o nosso foco. Enfim, muito trabalho...
Eu já estava imaginando como eu iria voltar pra casa depois de fechar o stand às 22h lá da putaquepariu, quando meu chefe me conta que havia arrumado uma carona pra mim. Ele me apresentou à F., gente bonííííssima, que também estava trabalhando na feira e que morava perto da minha casa. Perfeito, já tinha carona pra voltar pra casa todos os dias (porque meu projeto "tirar carteira e comprar meu carro" só acontece ano que vem - depois conto essa novela).
Acabando a feira, encontrei a F. e fomos embora... no caminho, ela mencionou que tinha acabado de pegar o carro na oficina porque ele estava dando vários problemas... começamos a conversar, viramos amigas de infância em 5 minutos... no meio da Avenida das Américas com o trânsito bombando, o carro começa a engasgar... eu tive meu acesso de riso (como sempre) enquanto o carro andava cada vez mais lentamente, até que ele parou... Saímos do carro, começamos a fazer sinal para as pessoas passarem e uma alma boa parou o carro para nos ajudar.
- Vamos empurrar o carro pra ver se ele pega!!!
F. era a loira no volante, um desconhecido e eu com meus lindos saltos empurrando o carro... cena grotesca, digna de filme. Até que o carro pegou... ÊÊÊÊÊ... sai correndo Priscila, entra no carro em movimento, não quebre os saltos... ÊÊÊÊ... conseguiiiiiii, agora a gente chega em casa!!!! Até que, menos de um quilômetro depois, o carro começa a engasgar, e vai parando... parando... parou.
Vem nosso amado desconhecido novamente, vai a Priscila com os saltos, a F. ao volante falando no telefone com o mecânico... empurraaaaaaaaaa.... tá pesaaaaado.... cuidado pra não cair... ÊÊÊÊÊ, o carro pegou de novo... sai correndo Priscila, já tem experiência para entrar no carro em movimento, não quebre os saltos...
Comemoração... dessa vez vaiii.... até que o carro engasga, anda vagarosamente e pára. Avistei um posto do outro lado da pista e o nosso amigo desconhecido já parou o carro rindo. Ok, vamos empurrando o carro até o posto, mas temos que parar as duas pistas da avenida para atravessar o carro. Parei uma van, duas vans... vamos mobilizar a galera... atravessa uma pista, para mais duas vans e atravessa a outra... ÊÊÊÊ.... chegamos no posto.
F. tenta pegar instruções com o mecânico pelo telefone, pois ele não tinha como ir até lá naquela noite. Eu já estava fudida mesmo, comprei uma cerveja.
Depois de 2 cervejas e muitas risadas, a F. reconhece alguém no posto e diz que também mora perto da gente... ÊÊÊÊ, temos carona... vamos largar o carro, é só fechar os vidros.... peraí, os vidros não fecham.
Santamariadasmoçasdesesperadas, por que a p&*@# do vidro não fecha? Vamos empurrar o carro, ai ele liga e a gente fecha os vidros... não deu certo. Liga pro mecânico... também não deu certo. Paga pro cara do posto vigiar o carro, tira tudo de dentro dele e foda-se. Ninguém vai conseguir andar com o carro mesmo.
Voltamos já fazendo festa com a história com nosso mais novo amiguinho que nos deu carona, o Sem-Noção. SN resolveu que, depois de todo um dia de trabalho e todo o perrengue que nós duas passamos, ele deveria tirar onda e dar em cima da F., que por sua vez, mencionava o namorado de 5 em 5 minutos. Eu, como sempre, só conseguia rir. Rir com a situação, rir com a cara dela tentando fugir das indiretas e com a cerveja (já tinha tomado muitas latas durante todo esse processo).
No outro dia, lá vamos nós de novo para a feira. O mecânico foi como combinado e descobriu que o problema do carro era rato. Sim minha gente, alguns ratinhos entraram no motor e roeram alguns fios vitais para o funcionamento do carro. Carro consertado e entregue, mais um dia de carona garantido.
A noite tinha um coquetel com os expositores, e como a F. iria fotografar, resolvi ficar esperando. Um drink, dois drinks, três drinks... a cerveja tá saindo mais rápido... uma cerveja, duas cervejas, outro drink. Ebaaa, um monte de novos amigos!! Olha que tuuuudo, tem bateria da escola de samba tocando... olha as mulatas!!! Eu posso ser uma mulata-passista-de-escola-de-samba!
Meu espírito de porco apareceu pra dar um oi, junto com o da R. (outra nova amiguinha) e entramos no meio das passistas e mestre-sala. Uhuuul!!! A gente arrasa!
Já tínhamos pagado mico demais em uma noite só, resolvemos ir embora. Chegando no estacionamento, a F. diz:
- Pqp... cadê a chave do carro?????
Sai as duas loucas correndo atrás do carro da R. pra pedir carona... pqp, meu salto não tem mais sossego! No caminho, eu tentava em vão falar com o segurança do meu stand para mobilizar a procura da chave nos pavilhões.
No final das contas, acharam a chave do carro caída em algum lugar da feira e fomos amplamente zuadas por todos que ficavam sabendo da história. Eu sei gente, é o tipo de coisa que só acontece comigo.



P.S.: Completando o post anterior, fui ao casamento de uma grande amiga nesse fim de semana. Logo que cheguei, ela já mostrou que havia colocado o nome de todas as amigas na barra da saia pra ver se a galera larga essa vida e toma jeito. Adivinha qual foi o primeiro nome que caiu?