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domingo, 9 de novembro de 2008

Eu tentei

Eu costumo dizer que "pra missa ninguém me chama". É a mais pura verdade... Pra barzinho, bagunça, festa e tudo mais, eu sou sempre a primeira da lista. Daí ontem, contrariando a tudo e a todos, minha mãe e meu padrasto me chamaram pra ir pra casa deles almoçar, descansar e depois ir a igreja, como nos velhos tempos quando eu morava em Minas. E lá fomos nós...

Chegando lá, comi peixe com pirão a beça e fiquei rindo das "Musas do Brasileirão" na TV. Gente, me ajuda... alguém consegue ensinar àquelas garotas a andar de salto? Ou a andar sem socar o chão e de pernas fechadas, descer escada... ou a raciocinar! Porque estava pavoroso... manda as garotas posarem pra qualquer revista masculina logo, é melhor! 
Depois da sessão entretenimento, nos arrumamos para ir à missa... e aí começa a novela.

Fomos à Igreja São Sebastião, que era a que eu queria ir... E o povo tooooodo arrumado chegando pra um casamento. Ok, não tinha missa... Vamos para outra igreja.
Fomos a outras 2 ali por perto mesmo... as 2 com casamento. Também sem missa, ok.
Como somos brasileiros e não desistimos nunca, vamos pro Centro do Rio que tem váááárias igrejas, e não é possível que nenhuminha esteja tendo uma missa sequer. 
Pois é, era possível sim... Depois de visitar 13 igrejas (eu contei, juro por tudo!)  e o Mosteiro de São Bento, vimos que o Rio de Janeiro INTEIRO resolveu se casar no dia que eu decidi ir à missa. 

Vocês estão vendo, EU TENTEEEEEEI!!! Não foi culpa minha, eu tentei ir à missa e nenhuma igreja deixou. Acabamos num barzinho bebendo até tarde, mas vocês estão de prova que tentei ir à igreja antes! Agora entendo porque que ninguém me chama pra ir à missa..... Rá!

Bjss

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Reservas

Ohhh, se mais alguém aí quiser me convidar pra ser madrinha de casamento, manda a reserva logo, que eu já tenho afilhados pra até 2011. O presente é bom e a recreação é garantida.



Grata.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

O casamento e os tombos

Então. Prometi que ia ter post na semana passada. Alguém ai postou aqui??? Não?? Pois é, nem eu.
Sorry, eu sou terrííííííííível, e a preguiça as vezes me maaaaaaaata. Mas aqui estamos nós, no meu, no seu, no nosso mesmo bat canal e em vários bat horários.
Voltando ao fim de semana retrasado, fui pra Minas para o casamento de uma grande amiga de infância. Provavelmente ela estava em todos os posts desse blog de quando eu morava em Muriaé ainda, e tipo assim... ela casou!

Gente. Ela CA-SOU. A primeira do grupo, o começo do fim.

Continuando... a cerimônia na igreja foi muito bonita e ela estava divina. De padrinhos, só tinha a galera e todo mundo se divertiu mesmo durante o casamento. Logo depois veio a festa. Ah..... a festa.
Logo que cheguei já avisei pra todo mundo: TÔ ENFIANDO OS DOIS PÉS NA JACA HOJE! E não deu outra. Enchi a lata, falei um monte de merda, aluguei o noivo pra falar da L. e do quanto ele ia apanhar se fizesse merda com ela, roubei garrafas de Prosecco pra brincar de garçonete e o pioooooor, cai várias vezes.
A primeira (e segunda) vez, eu juro que não foi minha culpa. Eu nem estava tão bêbada assim. Estávamos todos dançando, e o show rolando, quando alguém começa a distribuir aqueles adereços pra quando geral fica bêbado e começa a passar vergonha. Eu, claro, peguei alguns marabús, óculos, neon e tudo mais.
A pessoa que canta na banda é nossa amiga, e eu fui tentar entregar para ele alguma coisa que não lembro no momento, e no chão tinha bebida entornada por toda parte, e algo ou alguém me puxou.... ou empurrou.... não lembro também... e eu cai.
Não cai rapidinho e levantei não. Eu me estabaquei de cara pro palco e meu vestido justo até o joelho não me deixou levantar. Quando me levantaram eu estava rindo taaaaanto que adivinha?????? CAI PRO OUTRO LADO.
Daí depois subi no palco, cantei Like a Prayer, provavelmente interpretando, não lembro... diz a lenda que cantei “fadaaaaaaaaaaaaa.... fada queriiiiiiidaaaaaa” (se não conhece, vem AAAAQUIIII escuta o drama). Seguiu vários momentos de mico que também não me lembro, parece que eu cai de novo perto da mesa de café da manhã e levantei xigando todo mundo porque alguééééééém me empurrrrrooooouuuuuu e tudo mais.
Acordei apavorada no outro dia, com medo de ter sido o destaque na noite. Não fui, graaaaaaaaaaaaaaaaaaaças a Deus. Pelo que fiquei sabendo, cada um teve seu momento de sucesso na noite e ninguém ficou pra trás. O foda é que ninguém ficou com um roxo-meio-preto-com-sangue-preso enooooorme na perna que dói pra caralho e vai durar séculos pra sair. Eu fiquei.

segunda-feira, 31 de março de 2008

A sonseira em pessoa

Semana passada sai do trabalho calmamente e fui andando pela rua pensando na vida... Minha priminhaaa, que seeempre brincava comigo quando éramos pequenas, que aprontávamos altas confusões quando nos encontrávamos vai se casar... Minha amiga de infância, que dançava comigo, que cresceu comigo, que me acompanhou numa série de coisas na minha vida também vai casar... e daí comecei a pensar no que é realmente importante nisso tudo... que roupa eu vou usar???
**Tenho uns vestidos liiindos de festa, mas a minha amiga conhece todos... posso adaptar um vestido meu também, um longo que há muito tempo que encurtar, fazer uma saia curta e rodada (adooooro essa vibe Project Runway). Talvez se for olhar uns tecidos e mandar fazer pelo menos pro casamento da minha amiga, já que eu sou a madrinha né... **

Continuei andando na rua, entrei no metrô pra ir pra casa.... continuei pensando....

**Tenho que dar um jeito de garantir que meu namorado vai ficar liiiiiiindo de morrer também... Logo eu que sempre fui a solteira da galera, quero matar todo mundo de inveja. Talvez eu compre um scarpin novo (mais um) pra completar o visual do vestido com a saia rodada curtinha... acho que vai ficar chiquérrimo, praticamente Audrey Hepburn, só que sem a visita diária à Tiffany's e uma saia curta...**

Daí sai todo mundo do metrô... como assim? O que que está acontecendo? Ai Meodeeeeooosss, o metrô deve estar pegando fogo... daí resolvi olhar a estação:
ESTACIO/RIO CIDADE NOVA - TRANSFERÊNCIA PARA A LINHA 2

Não satisfeita em pegar o metrô PRO LADO ERRADO, eu fui até o final da linha.
A sonseira em pessoa.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Ah, se o carro falasse...

Olá amigos do meu blog... me desculpem pelo desaparecimento, mas eu estava trabalhando que nem uma corna... Aliás, a história de hoje é justamente sobre a semana passada...
A empresa em que eu trabalho estava com um stand em uma feira de construção civil, e como pessoas da área de marketing só se ferram, lá estava eu a semana inteira.
A feira foi super cansativa, várias apresentações bizarras nos outros stands (homem-lâmpada, dança do ventre, tchutchuca de vestidinho, marias-breteiras de calça transparente, mulher de biquini dançando embaixo de chuveiros, etc etc etc) e um público bem diferente do que geralmente é o nosso foco. Enfim, muito trabalho...
Eu já estava imaginando como eu iria voltar pra casa depois de fechar o stand às 22h lá da putaquepariu, quando meu chefe me conta que havia arrumado uma carona pra mim. Ele me apresentou à F., gente bonííííssima, que também estava trabalhando na feira e que morava perto da minha casa. Perfeito, já tinha carona pra voltar pra casa todos os dias (porque meu projeto "tirar carteira e comprar meu carro" só acontece ano que vem - depois conto essa novela).
Acabando a feira, encontrei a F. e fomos embora... no caminho, ela mencionou que tinha acabado de pegar o carro na oficina porque ele estava dando vários problemas... começamos a conversar, viramos amigas de infância em 5 minutos... no meio da Avenida das Américas com o trânsito bombando, o carro começa a engasgar... eu tive meu acesso de riso (como sempre) enquanto o carro andava cada vez mais lentamente, até que ele parou... Saímos do carro, começamos a fazer sinal para as pessoas passarem e uma alma boa parou o carro para nos ajudar.
- Vamos empurrar o carro pra ver se ele pega!!!
F. era a loira no volante, um desconhecido e eu com meus lindos saltos empurrando o carro... cena grotesca, digna de filme. Até que o carro pegou... ÊÊÊÊÊ... sai correndo Priscila, entra no carro em movimento, não quebre os saltos... ÊÊÊÊ... conseguiiiiiii, agora a gente chega em casa!!!! Até que, menos de um quilômetro depois, o carro começa a engasgar, e vai parando... parando... parou.
Vem nosso amado desconhecido novamente, vai a Priscila com os saltos, a F. ao volante falando no telefone com o mecânico... empurraaaaaaaaaa.... tá pesaaaaado.... cuidado pra não cair... ÊÊÊÊÊ, o carro pegou de novo... sai correndo Priscila, já tem experiência para entrar no carro em movimento, não quebre os saltos...
Comemoração... dessa vez vaiii.... até que o carro engasga, anda vagarosamente e pára. Avistei um posto do outro lado da pista e o nosso amigo desconhecido já parou o carro rindo. Ok, vamos empurrando o carro até o posto, mas temos que parar as duas pistas da avenida para atravessar o carro. Parei uma van, duas vans... vamos mobilizar a galera... atravessa uma pista, para mais duas vans e atravessa a outra... ÊÊÊÊ.... chegamos no posto.
F. tenta pegar instruções com o mecânico pelo telefone, pois ele não tinha como ir até lá naquela noite. Eu já estava fudida mesmo, comprei uma cerveja.
Depois de 2 cervejas e muitas risadas, a F. reconhece alguém no posto e diz que também mora perto da gente... ÊÊÊÊ, temos carona... vamos largar o carro, é só fechar os vidros.... peraí, os vidros não fecham.
Santamariadasmoçasdesesperadas, por que a p&*@# do vidro não fecha? Vamos empurrar o carro, ai ele liga e a gente fecha os vidros... não deu certo. Liga pro mecânico... também não deu certo. Paga pro cara do posto vigiar o carro, tira tudo de dentro dele e foda-se. Ninguém vai conseguir andar com o carro mesmo.
Voltamos já fazendo festa com a história com nosso mais novo amiguinho que nos deu carona, o Sem-Noção. SN resolveu que, depois de todo um dia de trabalho e todo o perrengue que nós duas passamos, ele deveria tirar onda e dar em cima da F., que por sua vez, mencionava o namorado de 5 em 5 minutos. Eu, como sempre, só conseguia rir. Rir com a situação, rir com a cara dela tentando fugir das indiretas e com a cerveja (já tinha tomado muitas latas durante todo esse processo).
No outro dia, lá vamos nós de novo para a feira. O mecânico foi como combinado e descobriu que o problema do carro era rato. Sim minha gente, alguns ratinhos entraram no motor e roeram alguns fios vitais para o funcionamento do carro. Carro consertado e entregue, mais um dia de carona garantido.
A noite tinha um coquetel com os expositores, e como a F. iria fotografar, resolvi ficar esperando. Um drink, dois drinks, três drinks... a cerveja tá saindo mais rápido... uma cerveja, duas cervejas, outro drink. Ebaaa, um monte de novos amigos!! Olha que tuuuudo, tem bateria da escola de samba tocando... olha as mulatas!!! Eu posso ser uma mulata-passista-de-escola-de-samba!
Meu espírito de porco apareceu pra dar um oi, junto com o da R. (outra nova amiguinha) e entramos no meio das passistas e mestre-sala. Uhuuul!!! A gente arrasa!
Já tínhamos pagado mico demais em uma noite só, resolvemos ir embora. Chegando no estacionamento, a F. diz:
- Pqp... cadê a chave do carro?????
Sai as duas loucas correndo atrás do carro da R. pra pedir carona... pqp, meu salto não tem mais sossego! No caminho, eu tentava em vão falar com o segurança do meu stand para mobilizar a procura da chave nos pavilhões.
No final das contas, acharam a chave do carro caída em algum lugar da feira e fomos amplamente zuadas por todos que ficavam sabendo da história. Eu sei gente, é o tipo de coisa que só acontece comigo.



P.S.: Completando o post anterior, fui ao casamento de uma grande amiga nesse fim de semana. Logo que cheguei, ela já mostrou que havia colocado o nome de todas as amigas na barra da saia pra ver se a galera larga essa vida e toma jeito. Adivinha qual foi o primeiro nome que caiu?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

A última dos moicanos

Esse feriadinho foi tudo... um dos meu primos ia se casar, e como minha família não é fácil, nos juntamos todos no apartamento de uma prima que serve de "aluguel de temporada" no Recreio. Tinha gente de tudo que é lugar do Brasil, todo mundo se esforçando pra falar mais e mais merda, fazer mais e mais merda.
O mais engraçado de tudo é que, quase todos os meus primos estão casados ou namorando há séculos... eu praticamente sou uma das últimas da raça "Freitas" que está solteira e sozinha. Na sexta, saímos todos juntos para uma boate... pegamos camarote, enchemos a cara e dançamos até não ter mais sola de sapato... um monte de casais, eu e mais uns 3 primos solteiros, mas que já estavam na 3ª pegação da night, enquanto eu dançava freneticamente, batendo cabelo e bebendo mais... Conclusão: o meu novo apelido é "lisa", gentilmente espalhado para o resto da família pelo namorado da minha prima.
No sábado foi o casamento. Um monte de casais e eu. Fomos à festa e eu estava determinada a pegar o buquê pra todo mundo parar de falar que eu vou ficar pra titia. Lá fui eu, tirei até os sapatos (eu tinha bebido bastante, senão com certeza não teria tirado meus sapatos fabulosos). A noiva já tinha me sinalizado para que eu ficasse lá atrás, e eu fui, sempre obediente.
Numa jogada digna de narração do Galvão Bueno, ela jogou o buquê na minha direção, que bateu na minha mão e caiu no banco ao meu lado, levando a torcida a levantar para a comemoração... após o buquê cair no banco e eu me abaixar para pegar, eis que surge uma velha, que enfia debaixo da mesa, derruba algumas cadeiras e pega o buquê segundos antes de mim...
Fiquei parada com a cara de idiota, e o resto da família se acabaaaaaaaaaaaaaaaaaaando de rir... O que ainda era uma dúvida, agora é uma certeza: eu vou ficar pra titia! Provavelmente irei roubar buquês de casamento de meninas mais novas que nem a velha que roubou de mim. No domingo fui a zuação da casa, pois tentavam criar teorias do porque que todos os primos homens casaram e as mulheres estavam encalhadas, principalmente eu.
Bom, to indo trabalhar galera! Vou dar um jeito de ficar rica e virar uma solteirona chique e cobiçada, porque já sei que meu destino não é a igreja! Hahahahaha
Bjãoooo.